Mumuzinho pede R$ 500 mil de Davizinho na Justiça
Reprodução/Instagram
Mumuzinho pede R$ 500 mil de Davizinho na Justiça


sambista Mumuzinho entrou na Justiça contra o jovem cantor Davi da Silva Macedo - mais conhecido como Davizinho - para cobrar R$ 500 mil reais. Davizinho foi apadrinho por Mumuzinho há alguns anos, mas o dois romperam a parceria e iniciaram uma briga após o jovem assinar com um novo empresário alegando que Mumuzinho teria imposto uma cláusula abusiva querendo 40% dos seus ganhos na música.

Este colunista teve acesso exclusivo aos autos processuais. Neles, Mumuzinho narra à Justiça que descobriu Davizinho cantando uma de suas músicas em um vídeo publicado numa rede social e por isso decidiu apostar no novo artista, firmando em 20 de dezembro de 2018 contrato de prestação de serviços de consultoria e gerenciamento artístico com o jovem, tendo o mesmo sido renovado em 25 de abril de 2019 depois que o garoto se tornou maior de idade.


Ainda de acordo com Mumuzinho, a vida de Davizinho mudou por completo após essa parceria. O sambista alega no processo que Davizinho ganhou perfis nas redes sociais e viu os números de seguidores crescerem assustadoramente, após o “padrinho” famoso divulgar novos vídeos, apresentá-lo a outros artistas do gênero, como Ferrugem e Dilsinho, e levá-lo para cantar em vários shows  e programas de TV, como o programa Altas Horas, de Serginho Groisman, na TV Globo. Além disso, Mumuzinho narra que bancou a gravação da música de estreia, promoveu sessão de fotos, gravou clipe e promoveu o lançamento de sua primeira música pela gravadora Universal.

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Como consequência do trabalho realizado, o sambista conta que Davizinho passou a ser considerado a nova revelação do pagode no Brasil, tendo o clipe de sua primeira música alcançado mais de 10 milhões de visualizações no Youtube, mais de 800 mil plays no Spotify e mais de 500 mil seguidores nas redes sociais. Entrertanto, o cantor conta que Davizinho passou a não cumprir e inviabilizar os termos do contrato, "adotando atos contrários e conflitantes com as condições e direitos estipuladas contratualmente, afetando, objetivamente, a finalidade e a perspectiva que se esperava, visto o objeto e os efeitos do
contrato.

R$ 500 mil pelo fim da parceria

Ainda segundo Mumuzinho, em conluio com terceiros Davizinho teria passado a definir sem que ele tivesse conhecimento valores/cachês de apresentações e shows, além de se recusar a prestar contas da sua carreira artística, não comparecendo em reuniões previamente agendadas, não atendendo as ligações do sambista e não respondendo as mensagens em aplicativo de celular, o que inviabilizava o direcionamento da carreira artística.

Mumuzinho também acusa Davizinho, por meio da sua assessoria jurídica, de solicitar à administração integral de suas redes sociais, e que isso feriu o contrato estabelecido entre os dois. Isso porque o sambista alega que ele era responsável por cuidar das estratégias de marketing, incluindo as ditas redes sociais, tendo inclusive contratado profissional de reconhecido valor no mercado para administração das mesmas.

O sambista contou à Justiça que no dia 9 de julho de 2019, por meio de uma notificação extrajudicial, Davizinho informou “resilir unilateralmente o contrato celebrado”, bem como frisou: “deverá se abster de praticar qualquer ato em nome do NOTIFICANTE”, rompendo dessa forma a parceria firmada entre os dois. Ainda de acordo com o processo, na mesma notificação, Davizinho teria mencionado que desejava realizar o “pagamento da multa” e realizar “prestação de contas” de todos os trabalhos até então desenvolvidos, mas que até o momento, segundo o Mumuzinho, não teria ocorrido. 

Mumuzinho cobra R$ 500 mil de Davizinho na Justiça
Reprodução processual
Mumuzinho cobra R$ 500 mil de Davizinho na Justiça

Pelos motivos expostos, Mumuzinho pede no processo o valor de R$ 500 mil. Segundo ele, o montante "visa a reparação de possíveis danos causados", pois Davizinho teria encerrado "abruptamente um trabalho", que teria transformado o jovem no cantor que é hoje. Além disso, esse seria um montante também que contemplaria a reparação de conho moral e material. A Justiça ainda vai julgar o caso, pois até o momento a Justiça ainda não conseguiu intimar Davizinho.


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