Thiaguinho e Antenor Marques: viúva vai processar pagodeiro
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Thiaguinho e Antenor Marques: viúva vai processar pagodeiro


A viúva do percussionista Antenor Marques Filho, conhecido como "Gordinho do Surdo", informou que irá processar o cantor Thiaguinho - e também a empresa que representa o cantor - após a morte do marido, vítima da Covid-19, no dia 23 de janeiro deste ano. Ex-integrante do Exaltasamba, Antenor tocava há cerca de 20 anos na banda do pagodeiro. 

Thiaguinho, inclusive, prestou uma homenagem ao músico um mês antes da sua morte, quando ele completou 75 anos: ""Quando eu entrei no Exalta, ele já tocava na banda... Em 2003. Ele seguiu comigo na carreira solo... Eu tenho a honra de tocar há 17 anos com o maior músico da história do samba..."


De acordo com Priscila Monteiro, desde a morte do marido ela tenta um acordo extrajudicial com Thiaguinho para receber os valores relativos a trabalhos executados pelo músico com a banda, e que ainda teriam sido pagos após o falecimento. Esses valores seriam referentes a 400 horas extras, 800 horas de adicionais noturnos, cachês, além de remunerações acerca da gravação do DVD Infinito, e outras obrigações como férias e FGTs.

Músico foi registrado como "Assistente Administrativo" 

Priscila contou com exclusividade à coluna que teve a primeira surpresa sobre supostas irregularidades trabalhistas cometidas contra seu marido quando a primeira proposta teria sido apresentada pelo sambista para o quitamento da dívida. Ela descobriu que, apesar de percussionista, Antenor foi registrado como "Auxiliar Administrativo" na carteira de trabalho. Ela alega que ele recebia o valor da cartegoria na carteira, e que o restante recebia por fora. 

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Músico era registrado como
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Músico era registrado como "Assistente Administrativo"


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Priscila apresentou duas propostas de acordo que teria sido apresentada pelo músico para quitação do embrólio. A primeira proposta - que foi prontamente recusada - ofereceu a viúva o valor de cerca de R$ 47 mil, a setem pagos em 16 vezes. Ela alega que o cálculo foi feito pelos representantes do cantor baseado no registro de "Auxiliar Administrativo". Essa primeira proposta teria sido enviada há 90 dias.

Após recusar a primeira proposta, a viúva relata ter recebido uma segunda proposta para sanar a questão: o montante de R$ 72 mil, que também seriam parcelados em 16 vezes.  

Priscila diz que o marido que o valor a ser recebido - dado a função que Antenor exercia de músico e integrante da banda - seria de cerca de R$ 700 mil. Ela ainda acusa Thiaguinho de ser um dos responsáveis pela morte do marido. "Ele era diabético e cardíaco, e ainda não tinha tomado nenhuma vacina. Mesmo assim o Thiaguinho convocou ele para um show no dia 21 de dezembro, mesmo sabendo que ele tinha 75 anos e era paciente de risco. No dia 23 ele começou a passar mal. E em pleno Natal, no dia 25, entubaram ele.

Priscila afirma que o cantor e a empresa que representa seus shows encerraram as negociações com ela, e que não restou outra alternativa a não ser buscar uma advogada para ingressar com uma ação judicial. A viúva afirmou à coluna que irá abrir o processo contra o cantor Thiaguinho na próxima segunda-feira, dia 22 de novembro. Ela vivia em regime de união estável com o músico desde 2007.



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