
Na edição passada, a ação imobiliária virou um dos grandes destaques do programa com o chamado “Apê do Líder”, que transformou o ambiente da liderança em uma experiência de “open house” e culminou em premiações com apartamentos. A estratégia foi amplamente explorada pela marca dentro e fora da casa, com repercussão nas redes e cobertura em veículos de mídia e publicidade. Houve semanas em que o vencedor da liderança saía da prova com um imóvel avaliado em cerca de R$ 260 mil, mecanismo que rendeu uma narrativa forte: casa própria como símbolo de conquista dentro do jogo.
Apesar do impacto, a entrega de unidades não teria gerado o resultado esperado pelo patrocinador, e isso travou a continuidade automática do modelo. A Globo, por sua vez, quer repetir o apelo popular e comercial da ação e tenta convencer a empresa a liberar novamente a premiação, seja com ajustes de exposição, ativações digitais ou condições específicas nos apelos comerciais. No mercado, a iniciativa é vista como peça estratégica: além do retorno no programa com melhor elenco, o formato abre espaço para conteúdo publicitário contínuo e desdobramentos fora da casa, como já ocorreu na temporada anterior.
A expectativa interna é de que um desfecho aconteça nas próximas horas, já que o reality está no ar e não foi possível deixar tudo amarrado antes da estreia. Com isso, o público pode ver hoje uma liderança “padrão”, enquanto o “pacote imobiliário” segue em negociação paralela. A depender do acordo final, a Globo pode reativar rapidamente o modelo de apartamento como prêmio, mirando tanto a repercussão junto ao público quanto o reposicionamento comercial da ação, já que a estratégia entrou no radar como um símbolo de “temporada turbinada”, e o mercado publicitário acompanha esse tipo de movimento de perto. Até o fechamento desta coluna ainda não havia uma conclusão em torno das negociações entre o canal e o patrocinador.
