Youtube baniu da plataforma clipe de Inês Brasil
Reprodução/Facebook oficial
Youtube baniu da plataforma clipe de Inês Brasil


A funkeira Inês Brasil ficou indignada ao descobrir que depois de anos no Youtube teve o seu videoclipe “Não tem Coronavírus Certo” removido da plataforma sem qualquer explicação. A cantora classificou a atitude da empresa como "arbitrária" e resolveu até ingressar na Justiça pela remoção do seu trabalho.  

Apenas dois dias com o clipe no ar, Inês obteve mais de 20 mil visualizações e mais de 600 comentários com 98,8% de aprovação das pessoas que avaliaram o videoclipe. A artista apontou no processo que não teve qualquer tipo de explicação sobre os motivos que fizeram o clipe ser banido da plataforma. 


Inês cita no processo que, de acordo com a Constituição Federal, "Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política", e também que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, indepependentemente de censura ou licença". 

Funkeira nega negacionismo e diz que clamou à Deus pela cura

A funkeira alegou que em nenhum momento diz em sua música que o coronavírus não existe, e sim clama à Deus por um Poder maior que cure e acabe com o coronavírus. Ela destacou que o videoclipe começa com vários versículos bíblicos vindo do céu transformando a tempestade em bonança e crendo na esperança de dias melhores. Logo após, o clipe traz uma bíblia aberta com o Salmo 91 “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará”.

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Inês Brasil afirmou ainda que o clipe representa bem sua crença religiosa e que em vários momentos foi utilizado máscaras e álcool em gel na exibição. Ela também reforçou que não é negacionista e que o vídeoclipe não apresentava nudez e conteúdo sexual, bem como qualquer outra prática que viole as diretrizes da plataforma. A funkeira também lamentou que a plataforma tenha removido seu trabalho lhe possibilitando apenas uma "ineficiente oportunidade de contestação". A cantora reclamou que a resposta indeferindo a sua contestação "foi robotizada e não analisada por um ser humano."

Ainda de acordo com as explicações de Inês sobre o vídeoclipe, ao dizer que "não tem coronavírus certo", sua pretensão na música "é sinalizar que o coronavírus é errado e que Deus tinha que tirá-lo do mundo", pois de acordo com sua crença religiosa, Deus tem poder para aniquilar a pandemia. Inês reforçou esse argumento informando à Justiça que tudo foi baseado também em uma licença poética. 

Inês também especula no processo que o vídeo pode ter sido banido da plataforma por uma denúncia por perseguição religiosa ou política, mas ressalta que, como artista, vive em um país laico e democrático. A cantora então pediu que o vídeo fosse colocado novamente no ar sob pena de multa diária, e pediu um ressarcimento do dano moral, por violação direta aos direitos que possui no valor de R$ 41.800.

Entretanto, o que Inês Brasil não contava é que o processo não teria prosseguimento na Justiça. Ao ingressar com a ação, a funkeira protocolou somente um comprovante de pagamento de internet, pois "mora em território dominado pelo tráfico.". Como a Justiça exige que a comprovação de residência seja feita obrigatoriamente por meio de um documento público, a cantora não conseguiu a comprovação e o processo foi finalizado sem julgamento. 



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